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Boletim 133- Novembro 2014

 
07/11/2014

Não vi, não sei, mas... não gostei.

Frequentemente os produtos que compõe a nossa cesta são uma reprodução interessantíssima de nosso comportamento frente a situações do nosso cotidiano. Ao ser confrontado por uma situação nova e que requer uma mudança de postura ou uma abertura de horizontes para vivenciar aquela situação uma pessoa pode se retrair e ficar restrito àquele ambiente que lhe é familiar e, portanto mais agradável. Não enfrentar o risco de se decepcionar ou se arrepender de uma experiência não é, ao contrário do que possam tentar impingir, covardia, mas um estilo de vida. É obvio que quem não se expõe a derrotas dificilmente conquista vitórias. O único risco é a vida virar um tremendo placar de 0 a 0 e isso deve ser de uma monotonia absurda.

Por outro lado há aqueles que opostamente ao primeiro perfil precisam do desafio como um combustível para a própria vida. Somente ficam frustrados se não houver nada de novo a cada dia.

Isso é levado ao modo de se vestir, de se relacionar com pessoas no convívio social, profissional e em todos os campos da nossa vida até finalmente chegar ao nosso prato, a maneira que nos alimentamos. Todos nós temos os alimentos que são a nossa “zona de conforto”. A absoluta e esmagadora maioria das pessoas gosta de alface, tomate, cenoura e couve. Se pudessem provavelmente somente isso seria o consumido ate que o organismo provocasse alguma intolerância. Por outro lado há uma categoria de legumes e verduras em que se deposita toda a antipatia. Não gostar de um determinado tipo de legume ou verdura é motivo mais que suficiente para não consumi-lo, mas assim como ensinamos às crianças, primeiro temos que provar e só depois dizermos se gostamos ou não. A antipatia natural por determinado alimento é, via de regra, determinada por padrões culturais. Vejamos o nabo, por exemplo, na cultura japonesa é venerado por sua riqueza nutricional e por sua versatilidade, pois pode ser comido cru, cozido, em conserva, etc. Já em terras brasileiras, recebemos alguns comentários de pessoas que não sabem nem o que fazer com o nabo, mas depois que provam se surpreendem. Diria até, que aqui em casa estamos fazendo um exercício de experimentação que tem sido bem agradável e saboroso. Pesquisamos também um pouco sobre a história e as propriedades desse vegetal que tem a cara do Japão e selecionamos aqui um link que vocês vão gostar: http://www.istoejapao.com/535/conheca-os-beneficios-do-nabo-daikon-indispensavel-na-culinaria-japonesa/

Ótima semana!

Paula & Alcimar

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