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Boletim 132- Outubro 2014

 
31/10/2014

Persistir para sobreviver (ou sobreviver para persistir?)

Não existe notícia de conquista sem a existência da persistência. Nem quando uma pessoa é do tipo mais sortudo do mundo, que vive tropeçando nas oportunidades e esbarrando nas virtudes, nem assim, podemos falar que não houve persistência. É bem verdade que a virtude aí é muito mais da sorte do que da pessoa, mas coube a ela, a sorte, escolher alguém para ser parceira e esse escolhido também precisou aceitar a sorte como companheira.

Entretanto a imensa maioria de nós não tem esse relacionamento umbilical com as coisas que caem do céu no nosso colo e só nos cabe, como se diz popularmente, correr atrás do prejuízo. Isso nada mais é que persistir para sobreviver. Ignorar cada vez que um “não” é dito por alguém ou alguma circunstância e persistir naquele desejo de conquista. A persistência é a materialização de um sonho e o sonho é o combustível que nos faz vivos. Paramos de sonhar, deixamos de viver, perdemos os objetivos, não teremos o que buscar, e a nossa chama também se apaga.

A grande questão da persistência é que ela funciona como uma lâmina que tanto nos defende quanto pode nos ferir. Há sinais que precisamos ficar atentos para retroceder, às vezes. Retroceder não é um retrocesso e sim uma estratégia de conquista. A diferença entre persistir e insistir em termos práticos é que no primeiro estamos gerando esforço para alcançar uma meta e no segundo estamos desperdiçando esforço para atingir um objetivo inalcançável, pelo menos naquele momento.

No início do ano fizemos um planejamento de produção merecedor de fartos elogios. Ali contemplávamos o regime de chuvas, dávamos alguns prazos elásticos considerando que em alguns momentos faria mais calor ou mais frio, choveria mais ou choveria menos, determinada lavoura teria maior ou menor produtividade e por aí vai. Obviamente não estava em nossos planos o verão mais quente dos últimos 85 anos nem o inverno mais seco dos últimos 50 anos e muito menos um incêndio no ex-pasto já praticamente recuperado. Enquanto o quadro não se delineava mais claramente persistimos em nosso planejamento. Chegou a um ponto em que não insistimos mais. Desistimos daquele plano e refizemos o planejamento para persistir em outra meta.

Meta, aliás, é uma palavra que de tal mal utilizada que é passou a ser uma palavra quase de baixo calão. Que o digam funcionários de área comercial de qualquer segmento do mercado. Que pena, pois a meta é e deveria sempre ser aquele ponto de atingimento do grau de excelência. Elas mudam e aumentam porque a nossa capacidade também aumenta. Se no início nossa meta era sobreviver, hoje além de sobreviver agregou-se a ela o objetivo de conquistar o seu sorriso.

Ótima semana!

Paula & Alcimar

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